- Início

- Conteúdo

A Realidade Aumentada Dentro Das Organizações

TECNOLOGIA

Compartilhe Este Post

Em conversa com o novo diretor de uma grande companhia, ele me disse que um de seus desafios é como trazer para dentro da empresa a transformação digital. E para esse trazer para dentro, entende-se implementar novos olhares em todas as áreas da organização. Muito engajado com a causa, o CEO me contou tudo que estuda sobre o assunto - incluindo internet das coisas e como a realidade pode fazer parte do seu dia a dia. 

A entrevista - a partir desse ponto - fluiu muito mais leve, com um executivo feliz diante das possibilidades encontradas. Seus propósitos miram a sustentabilidade dos negócios, o emprego garantido por mais tempo e a oxigenação de uma empresa que hoje soma 60 anos de atuação. 

Diante desse cenário, que eu mesma vivenciei há poucos dias, compartilho com você o artigo de Roberta Tozelli sobre: Como a realidade aumentada afetará as organizações. Mais um conteúdo para o meu entrevistado conhecer. 

............

Como a realidade aumentada afetará as organizações

Empresas dos mais diversos segmentos e ramos de atividade estão sempre em busca de alternativas de investimento em inovações digitais. Nesse contexto, a realidade aumentada é uma opção amplamente discutida e considerada. Apesar disso, segundo estudo realizado pela Harvard Business School, a realidade aumentada entrará para o rol dos maiores investimentos em inovação a partir de 2020, chegando à ordem de US$ 60 bilhões.

A solução, que é construída a partir de um conjunto de tecnologias que fazem a visualização de dados digitais sobre o mundo real, promovendo a interação entre ambientes virtuais e o mundo físico, ainda está em desenvolvimento e, por que não dizer, amadurecimento.

Para aqueles que ainda imaginam não conhecer ou nunca ouviram falar de realidade aumentada, um exemplo clássico dessa tecnologia foi o jogo Pokémon Go, lançado em 2016. Além de apelar para a nostalgia do público, o game usava a realidade aumentada e a geolocalização para mostrar os monstrinhos no mapa por meio da câmera dos smartphones de seus usuários.

Para se ter uma ideia do quão promissora essa tecnologia pode ser, em apenas uma semana de seu lançamento, o Pokémon Govalorizou as ações da Nintendo em US$ 7,5 bilhões, atingindo 100 milhões de downloads entre Android e iOS em apenas 5 meses.

Mas, no contexto da Indústria 4.0 e Manufatura Inteligente, precisamos esclarecer que a realidade aumentada (ou expandida ou ampliada) é muito diferente da realidade virtual, que permite simulações de equipamentos e ações em ambientes fabris. Apesar de constituir uma combinação perfeita para alavancar soluções digitais em grandes indústrias, a realidade aumentada sozinha afetará o modo como as corporações podem funcionar - de universidades a empresas de ponta - possibilitando a mudança na maneira com que as empresas atendem seus consumidores, criam e projetam produtos, corrigem erros mecânicos, treinam empregados e até mesmo alteram a cadeia de valor de um processo produtivo.

Diante disso, não é necessário ir muito longe para imaginar por que a realidade aumentada está tão em alta em diversos segmentos, incluindo marketing, publicidade, manufatura e até indústria do varejo (usando QR Codes, por exemplo). Os impactos causados por essa tecnologia incrementam drasticamente a produção ao permitirem a alteração na relação entre homens e máquinas, a visualização interativa das instalações industriais, a obtenção de informações e o fornecimento de soluções para problemas sem que haja interrupções na produção, além de outras infinitas possibilidades que a indústria 4.0 e suas inovações trazem ao nosso dia a dia. Entretanto, para que o aprimoramento do processo da tomada de decisão ocorra em todos os níveis da indústria, é importante que não haja restrições de mobilidade na tecnologia utilizada.

Com esse requisito, ela poderá ser aplicada desde os níveis gerenciais até os de chão de fábrica, sem restrições e trazendo benefícios não só para quem as opera, mas para todos os usuários que sejam capazes de controlar seus elementos, tais como sistemas, sensores, comunicação, suporte entre outros.

Roberta Tozelli é Client Service Executive da Indústria de Manufatura e Logística da Cognizant no Brasil.

Gostou desse post? Compartilhe!