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A perspectiva de emprego do Brasil é a melhor dos últimos quatro anos

Pesquisas 968

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Segundo informações da ManpowerGroup, a previsão líquida de emprego do primeiro trimestre de 2019 para o Brasil é de +8%, aumento de um ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de dois pontos percentuais quando comparado com o mesmo período do ano passado. Crescimento nos setores de Agricultura, Pesca & Mineração e Comércio Atacadista & Varejista compensaram as quedas no setor de Construção. 

Estas são as principais conclusões da Pesquisa de Expectativa de Emprego ManpowerGroup (MEO’S - ManpowerGroup Employment Outlook Survey), sinalizando que mais empregadores esperam aumentar os níveis de contratação para os primeiros três meses de 2019. A pesquisa reúne dados de mais de 60.000 empregadores em 44 países, incluindo 851 empregadores brasileiros.

Na avaliação do CEO do ManpowerGroup, Nilson Pereira, a pesquisa revela que, apesar do tímido crescimento, há uma boa perspectiva futura na maioria das regiões e grande parte dos setores pesquisados. "Esse resultado mostra uma estabilidade quando comparamos com o  trimestre anterior e o mesmo período do ano passado. Nos últimos sete trimestres, os empregadores relataram perspectivas positivas e de crescimento e o indicador deste trimestre representa a previsão mais forte registrada desde o último trimestre de 2014", ressalta Pereira.

“O resultado das eleições presidenciais criou para os empresários brasileiros a expectativa de recuperação econômica e criação de vagas de emprego principalmente nos primeiros meses de 2019, após anos de recessão econômica e de instabilidade política. Esse resultado animou principalmente o mercado financeiro e os investidores”, explica Pereira.

Os dados mais recentes revelam que os empregadores de todos os setores, regiões e tamanhos de organizações estão relatando perspectivas de emprego positivas para o início do ano, com exceção do estado do Rio de Janeiro e dos profissionais do setor da Construção que reportaram indicadores negativos.

As intenções de contratação para o setor da Construção diminuíram em dois pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Este declínio começou no primeiro trimestre de 2015 e continuou a apresentar níveis mais modestos desde então.

No entanto, este declínio acentuado foi compensado por ganhos em outros setores. Destaque para o aumento das intenções de contratação no setor de Agricultura, Pesca & Mineração, que registrou um aumento de oito pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e 12 pontos percentuais em comparação com o primeiro trimestre de 2018. Empregadores no setor de Transportes & Serviços Públicos e Comércio Atacadista & Varejista também registraram um aumento de seis pontos percentuais neste último ano. Os empregadores do setor de Comércio Atacadista e de Varejo registram aumento de dois pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, sinalizando que o setor está se preparando para um aumento pós-Natal na contratação.

 “Os indicadores registrados no Comércio Atacadista & Varejista são sinais de que os empregadores estão antecipando a necessidade de aumentar o número de funcionários em preparação para o pós-Natal e início do ano novo. O setor de Construção também deve se recuperar e mostrar números mais positivos assim quando a economia começar a se fortalecer”, disse Pereira.

Comparativo por Setor

Regionalmente, os empregadores nos estados de Minas Gerais e do Paraná relataram as melhores Perspectivas Líquidas de Emprego com + 13%. Em outras regiões, os empregadores da Grande São Paulo mostraram intenções de contratação cautelosamente otimistas com uma perspectiva de + 9%, e alguns ganhos de emprego estão previstos para a cidade de São Paulo, onde o indicador foi de + 6%.

No entanto, o mercado de trabalho do Rio de Janeiro continua em queda, com os empregadores relatando uma perspectiva de -4%. Na comparação com o trimestre anterior, as intenções de contratação melhoraram em cinco e dois pontos percentuais no estado de Minas Gerais e na Cidade de São Paulo, respectivamente.

“Acreditamos que este indicador no Rio de Janeiro poderá em breve se fortalecer, principalmente com a retomada dos investimentos no setor de óleo e gás”, comenta Pereira.

Comparativo por Porte de Empresas

As empresas de grande porte reportam as expectativas de emprego mais robustas com um indicador de + 18%, enquanto as médias e pequenas organizações apresentam + 3% e + 2%, respectivamente.

Comparações Internacionais

Em toda a região da América, as perspectivas mais fortes são reportadas nos Estados Unidos (+ 20%), México (+ 14%) e Canadá (+ 12%).

 

Fonte: Assessoria de Imprensa.