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A Meditação E Sua Importância No Mundo Vuca

Coluna 442

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Vivemos em um momento desafiador, como tantos outros que aconteceram no decorrer da história. É um momento melhor ou pior?

Talvez a resposta a essa pergunta não seja o mais importante, uma vez que o momento que vivemos é único e, portanto, cabe vivê-lo intensamente e da melhor forma possível. Estamos na revolução 4.0, no mundo VUCA, ou seja, volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Tudo acontece junto e ao mesmo tempo, exigindo de nós uma capacidade absurda de foco e concentração, uma vez que tudo leva para o externo, para o “ter”, para a fragmentação da vida moderna, preenchida com a tecnologia digital, que nos deixa visível 24h00 por dia e, disponíveis esse mesmo tempo.

Qual o impacto disso tudo na nossa vida? São vários, entre eles a dificuldade de aproveitar a vida nas pequenas grandes coisas que acontecem como presentes do universo.

Do que estou falando? Estou falando da atenção que damos ao olhar da pessoa que amamos, da capacidade de observação da natureza que nos cerca, da degustação de um café, almoço ou jantar, da capacidade de agradecer aos pequenos presentes que recebemos todos os dias.

Outra consequência que observo, entre tantas outras, é a dificuldade de concentração que leva a uma certa impaciência e intolerância para tudo que nos cerca.

Percebo, também, a dificuldade de tomada de decisão que, com a grande pressão por conseguir resultados cada vez mais desafiadores compõe, por vezes, dificuldades de relacionamento e vários transtornos mentais, físicos e emocionais, dos mais simples, aos mais complexos.

A questão é: como minimizar esses efeitos? Como lidar com todos os desafios, mantendo a saúde mental, física e emocional?

Percebemos, então, a profusão de soluções milagrosas, gurus, palestras das mais variadas e, por vezes, infrutíferas.

Na busca por mais qualidade de vida, bem no Coração de São Paulo, na Av Faria Lima, profissionais meditam na hora do almoço, para aliviar o stress. E aí vem a pergunta: meditação funciona?

Sem dúvida alguma a meditação é uma forma indiscutível de centramento, uma possibilidade de dar uma pausa na correria do dia-a-dia. A ciência já comprovou os benefícios da meditação, entre eles a melhora da circulação sanguínea, a diminuição de dores de cabeça, o aumento da longevidade, a ajuda nos tratamentos de câncer, na depressão, enfim, percebe-se que o ficar em silêncio, no aqui e no agora, no espaço sagrado que existe dentro de nós, ajuda a lidar com esse Mundo VUCA.

Mas é importante destacar que muitas pessoas entendem mal o significado dessa técnica milenar. Meditar não é pensar, por outro lado, também ficar com a mente vazia não é nada fácil. Meditar é, para mim, respirar, ir para dentro de si e se acomodar em um espaço sagrado, interno, que permite a conexão com a essência. É o silêncio interno que permite encontrarmos paz dentro de nós, ao mesmo tempo que nos sutiliza o suficiente para encontrarmos nossa cura emocional, mental e até mesmo física.

Para quem está com a seguinte pergunta: eu quero meditar, mas não sei como? Quero dizer que há inúmeros cursos de meditação e até alguns aplicativos que ajudam a desenvolver essa prática, mas, como todas as outras que conhecemos, como ginástica, natação, dança, música etc., se não houver um esforço constante, é só como meu diziam “fogo de palha”.

“Mas, será então que, a partir do momento que começar a meditar tudo estará correto no trabalho que odeio?”

Infelizmente meditação não é mágica. Meditação não é moda. É uma escolha, mas, se eu odeio esse trabalho e paro no almoço para meditar, será que quando voltar para o escritório, tudo mudou? Resposta: Não!!

Nada muda no externo quando você medita, mas, como mudar o interno, a influência acaba acontecendo, a forma como olha as coisas se transforma.” Tá, mas qual o processo para chegar nesse ponto?”. 

Até breve! 

Um abraço! 

Por Fátima Motta, Profa. Dra. Fátima Motta, Sócia-Diretora da FM Consultores. É uma das colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista.

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