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A Importância Da Comunicação Verbal Para Jovens Em Início De Carreira

Coluna 5293

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Há 34 anos, preparo pessoas para falarem bem, enfrentarem suas dificuldades de falar em público, organizarem suas ideias e se exporem com segurança, técnica, naturalidade e elegância. Tenho a oportunidade de impactar mais de 100 mil pessoas no aprimoramento da habilidade em comunicação verbal para todos os tipos de profissionais: líderes, executivos, profissionais liberais, palestrantes, professores e demais colaboradores que nos procuram para apoiá-los no desenvolvimento dessa competência e, assim, superarem os desafios de suas carreiras, como: conduzir reuniões, efetivar vendas, realizar negociações, palestras, seminários, congressos, painéis ou falar com a imprensa.

A partir dos comentários que recebi dos meus alunos, sobre como a comunicação impactou a vida profissional de cada um, comecei a fazer um verdadeiro estudo por meio de pesquisas, palestras, contato com empresas e profissionais, além de escolas e estudo do currículo escolar e constatei que, com raras exceções, as escolas não preparam seus alunos para enfrentarem a timidez, nem os problemas de voz , expressão corporal ou limitações ao falar com propriedade e naturalidade nas mais variadas situações. O pior é que muitos professores, que poderiam ser os exemplos para tais alunos, também tinham suas limitações relacionadas à oratória. Como poderiam ensinar ou servir de modelo se carregavam as mesmas limitações?

Claro, há várias escolas que desenvolvem atividades relacionadas a teatro, audições musicais, exposições de alunos diante dos colegas, mas, geralmente, com foco nas disciplinas de língua portuguesa e literatura, com pouco destaque para a prática de falar em público, muito aquém das reais necessidades exigidas no contexto empresarial para jovens em início de carreira.

Relacionei, então, os problemas mais comuns nesse contexto, quando os jovens participam de processos seletivos e iniciam suas jornadas como estagiários ou trainees::

 - Medo de falar em público;

- Não saberem como lidar com a ansiedade (geradora de sudorese, taquicardia, boca seca, tremedeira, gagueira ou o famoso “branco”, além da vontade de sumir daquela situação);

- Ausência de vocabulário ativo;

- Falta de objetividade ou prolixidade;

- Pensamentos desestruturados, sem a clareza do propósito ou objetivo de sua fala;

- Fala linear, sem vida, faltando vigor, entusiasmo e a expressão adequada de emoções;

- Leituras rápidas demais ou sem interpretação;

- Desconhecimento sobre o uso de gestos, expressão corporal e facial; - desenvolvemos em nossa empresa treinamentos em comunicação e temos a satisfação de acolher jovens, indicados por seus pais ou por iniciativa deles mesmos, para a superação dessas limitações e o resultado tem sido surpreendente, considerando a rápida evolução e o desabrochar de uma comunicação clara e desenvolta, colocando-os em destaque em relação aos seus colegas.

Temos, também, desenvolvido vários trabalhos com estagiários e trainees nas empresas que contratam e selecionam para aprimorar a habilidade de comunicação. Muitos serão aproveitados pelas empresas e não me surpreendo quando fico sabendo que os que ficaram foram os que melhor souberam se relacionar e se comunicar com seus colegas e líderes.

Algumas mudanças que tenho observado e que as próprias empresas têm nos relatado:

- Os tímidos e introvertidos passaram a ser mais comunicativos e falantes

- Maior segurança e fortalecimento da autoestima, fazendo com que se expressem tranquilamente, com segurança, assertividade e naturalidade.

- Enfrentamento de situações ao invés de fugir, perguntando, dando opiniões, discutindo ou argumentando.

- Desenvoltura e fluência no momento da fala, com ideias organizadas e congruentes.

- Facilidade para expor seu ponto de vista na hora de contar uma história, narrar fatos ou exemplos com a correta utilização da expressão corporal e vocal;

- Maior acuidade sensorial para a empatia, ou seja, observar os diversos tipos de público ou colegas para ajustarem sua linguagem e conteúdo;

- A percepção de que a comunicação não é uma matéria pronta, mas uma sequência de aprendizados que vão sendo incorporados nos seus comportamentos do dia a dia, melhorando a performance pessoal para o seu desenvolvimento na organização.

Também nós, da Passadori, Educação e Comunicação, muito aprendemos com esses jovens. Descobrimos que utilizávamos um sistema que funcionava e que se transformou em uma metodologia simples e eficaz nesse processo, a Metodologia F.A.L.A.R., um acróstico que significa: Finalidade, Análise, Lapidação, Avaliação e Resultado. E, assim, passo a passo, apoiamos os jovens para a transformação necessária, em conformidade com a sua condição atual, para atingirem seus objetivos exclusivos com uma metodologia também exclusiva.

Por isso, um dos grandes requisitos necessários é a preparação para a fala técnica, para a oratória ou a desenvoltura necessária para o relacionamento em todos os níveis da organização.

Além disso, claro, considerando que as pessoas não foram forjadas para o aprimoramento dessa habilidade, um dos fatores para o aumento da produtividade e dos resultados esperados pelas organizações é o poder pessoal gerado pela capacidade de comunicação dos seus colaboradores, em todos os níveis.

Claro que um gestor de RH deseja ter sucesso no seu trabalho e, para isso, é fundamental admitir e cercar-se de pessoas capacitadas tecnicamente, com atitudes e valores correspondentes aos da organização e, principalmente, que saibam se comunicar bem, com segurança, técnica, assertividade, naturalidade e elegância.

Fica a sugestão: investir na capacidade de comunicação de seus estagiários ou aprendizes. O investimento nessa competência para os jovens, sempre ávidos por mostrar serviço e entusiasmados para aprenderem tudo o que puderem para conseguirem crescer pessoal e profissionalmente, gera resultados rápidos e significativos para a própria organização

A sua empresa agradecerá, esteja certo disso.

Por Reinaldo Passadori, Mentor, fundador e CEO do Instituto Passadori. é um dos colunista do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação

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