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A gestão por valores e a consciência nas empresas

Coluna 1096

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O que mais surgirá, no front tecnológico, a desafiar as práticas gerenciais e como as empresas se mantêm competitivas? Como que isso tudo afetará a gestão de pessoas? Não se pode afirmar, categoricamente, nada a esse respeito, mas possível, a meu ver, preparar a organização para que construa bases sólidas que vão sustentar o processo de vantagem competitiva e, portanto, com possibilidades de produzir resultados mais sustentáveis e com maior duração no difícil jogo mercadológico.

A importância dos ativos intangíveis tem assumido ainda maior relevância na execução da estratégia empresarial. Neste sentido, nota-se um interesse crescente por parte das empresas em trabalhar, de forma mais estratégica, a temática da cultura organizacional, visando o fortalecimento de atributos organizacionais para melhorar o desempenho no mercado e poder cumprir com as expectativas dos diversos stakeholders que compõem a cadeia de valor do negócio, elevando os padrões de gestão de como a companhia opera.

Falar de cultura organizacional sob um prisma mais estratégico, requer, pondero, ampliar o campo de discussão para incluir a temática da gestão por valores e considerar, nesse contexto, a questão da consciência humana.

A sociedade civil, principalmente no mundo desenvolvido, tem cobrado uma atuação mais consciente por parte das empresas, priorizando o bem-estar psicológico dos colaboradores, mediante uma cultura organizacional que promova a liberdade de pensamento, igualdade, responsabilidade, senso de justiça, transparência e relações pautadas na confiança. Tais atributos organizacionais vão se legitimando quanto mais o nível de consciência da organização, em especial da sua liderança, for aumentando. Níveis maiores de consciência contribuem na construção de vantagem competitiva.

A gestão pautada por valores assume, cada vez mais, a mesma relevância que a estratégia corporativa, sendo, portanto, elemento indispensável  para o sucesso de qualquer estratégia empresarial, a meu ver.

Como as organizações operam está mudando com a ascensão de equipes virtuais e globalmente dispersas, modelos de vínculos por prestação de serviços via projetos, a tomada de decisão descentralizada e dramáticas mudanças no cenário político e empresarial. O surgimento do big data e da inteligência artificial cria novos desafios para gerenciar as tensões entre a tecnologia e a humanidade.

Segundo Richard Barrett, “a corrida exaustiva para o lucro será substituída pela corrida para os valores.” A gestão de pessoas deverá ser o fiel da balança, garantindo a coerência entre o discurso e a prática.

Por Américo Figueiredo, Conselheiro Consultivo, Professor Educação Executiva em Gestão de Pessoas, Governança e Organizações, Mentor de Carreira. É um dos colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação.