- Início

- Conteúdo

A empregabilidade e o mundo digital

Coluna 2096

Compartilhe Este Post

A transformação digital trouxe um novo e incerto mundo para os profissionais que pretendem mudar de carreira ou que buscam novas chances no mercado de trabalho, seja mudando de área, de empresa, de cargo, seja empreendendo e abrindo um novo negócio. Em qualquer das opções, mais do que nunca, é preciso acompanhar a modernidade e estar informado sobre tendências e oportunidades que futuro propiciará. Essa consciência contribuirá para que o profissional tenha relevância e destaque nos novos negócios do atual mundo corporativo.

Isso porque, os processos, projetos e operações, em sua maioria, são gerados por sistemas tecnológicos, fazendo com que antigas posições sejam substituídas por novas e, até mesmo, que alguns cargos e funções sejam extintos. O que torna o futuro do trabalho, como conhecemos e estamos acostumados, incerto e obsoleto. É preciso se reinventar, desenvolver nosso mindset ou, como costumo dizer, trocar nosso “Software Mental”, para que consigamos enxergar oportunidades que vão além do mercado formal. O que significa dizer que todos precisamos nos enxergar como fornecedores de soluções e não como tarefeiros ou apenas empregados estáveis de uma corporação. Devemos ir além, transcender o que se espera de nós.

Investir em qualificação profissional, por exemplo, é uma das formas se tornar atraente para esse novo mercado de trabalho. Antecipar-se às necessidades e contribuir para os objetivos empresariais é uma das bases para a empregabilidade nas organizações de hoje e do futuro. Autoconhecimento e desenvolvimento de Soft Skllis também são essenciais, afinal, além saber fazer, é preciso saber se relacionar, liderar, conhecer seus pontos fortes e fracos (e trabalhar por eles, claro!).

Mas, esse cenário dinâmico e mutável exige muito mais do que competência e habilidade.  Ele exige atitude empreendedora e flexível, considerando que as exigências para ocupação dos postos de trabalho mudam com rapidez. Em resumo, é preciso estar atento àqueles que considero os pilares da empregabilidade: adequação vocacional,  competência profissional, idoneidade, saúde física, mental e espiritual, reserva financeira e relacionamentos

Esses pilares, quando desenvolvidos, colaboram para que o profissional atenda às expectativas do mercado e acompanhe suas mudanças. A adequação profissional, por exemplo, consiste em ter um trabalho ao qual se dedique com paixão. Já a competência, baseia-se no preparo técnico, enquanto o de idoneidade implica em questões sobre ética, conduta e respeito.  A reserva financeira, também, é essencial, tendo em vista que ao longo da carreira, o profissional precisará investir em capacitação e, ainda, caso decida fazer uma transição na carreira, é imprescindível ter um “pé de meia”, para não passar nenhum aperto. Além desses fatores, é prudente e necessário ter e cuidar bem da rede de relacionamentos. Ao desenvolver cada um destes alicerces, o profissional aumenta as chances de ter uma carreira bem-sucedida, com segurança e autonomia profissional. Feito isso, é necessário investir no desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais.

Por José Augusto Minarelli, CEO da Lens & Minarelli. É um dos colunistas da RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: divulgação.