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A Emergência De Um Novo Modelo Integral De Se Fazer Negócios

Coluna 268

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Os desafios que vimos diariamente em nosso país e no mundo não nos deixam dúvidas sobre a exaustão dos modelos tradicionais de se gerir as empresas e governar as cidades.Velhas fórmulas para uma profusão de novos e complexos desafios, evidenciam uma crônica crise de esquizofrenia gerencial como se a repetição de modelos ultrapassados fosse suficiente para equacionar novos dilemas, em um contexto que grita por mais respeito as pessoas, por todos os seres vivos, pela natureza, por práticas éticas e de inclusão social.

Felizmente a inércia da vida é pela evolução/renovação e, nesse contexto, emerge uma nova mentalidade de líderes com visão integral, que enxergam o mundo de um ângulo mais inclusivo, que entendem ser viável uma nova genética econômica, que redefine o conceito de como os negócios são geridos.  São profissionais que conciliam o lucro com a geração de impacto positivo na sociedade, privilegiando a ética como o fio condutor na forma de se agir. Tais organizações têm crescido de forma vertiginosa no mundo. São as denominadas B Corporations ou empresas do sistema B.

Tenho refletido em meus artigos sobre a necessidade imperiosa de a função de Gestão de Pessoas assumir um papel cada vez mais protagonista nesta jornada de renovação. Ou seja, de apropriar-se do seu legítimo espaço organizacional, para liderar um movimento de transformação, sob pena, de não o fazendo, perder definitivamente a sua relevância e desaparecer do novo mundo do trabalho.

Como pondera Marcelo Cardoso, “estamos vivenciando, como humanidade, uma grande transição, provavelmente muito maior do que a própria revolução industrial e esta significativa mudança implica inevitavelmente em mudanças profundas no modo como as organizações funcionam e orientam-se.”

Há uma histórica janela de oportunidade de a função de Gestão de Pessoas assumir a liderança dos debates estratégicos nas organizações sobre princípios, missão, identidade, na busca de um propósito empresarial compatível com a realidade social que já emergiu, um propósito que transcende a geração de empregos, de renda e da maximização de valor para os acionistas e investidores. Uma rara oportunidade para novos Integral B Leaders em Gestão de Pessoas.

Por Américo Figueiredo, Conselheiro Consultivo, Professor Educação Executiva em Gestão de Pessoas, Governança e Organizações, Mentor de Carreira. É um dos colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação.

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