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A cosmovisão e o seu sentido para a vida

Coluna 273

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Em meu último artigo, iniciei dizendo que era preciso que cada um de nós revisasse o conceito pessoal de cosmovisão, o jeito de como vemos, sentimos e vivemos o mundo que nos rodeia e os seus significados para a própria vida.

Existem muitas formas estruturadas de cosmovisão, a maioria antigas, e nasceram das interpretações das religiões seculares mais conhecidas e que influenciaram decisivamente os valores e cultura dos povos que as abraçaram. Outras nasceram em decorrência de crises sociais e tornaram-se poderosas ideologias provocando guerras de ideias; e outras, mais atuais, vieram como oposição às antigas ou como respostas às recentes descobertas da ciência.

De toda forma, mesmo com o vasto arsenal de ideias e conclusões disponíveis no mundo, prefiro pautar a cosmovisão como um fenômeno dinâmico que se modifica tanto mais veloz quanto mais ganhamos consciência do momento que experimentamos, vivência essa que é nutrida através dos nossos constantes relacionamentos e troca de ideias.

De acordo com as novas teorias de cosmovisão sustentadas pela física quântica e neurociência, as pessoas têm a capacidade de encapsular a realidade de acordo com as suas crenças e valores ditadas pela extensão de sua consciência.

O campo quântico disponível para o ser humano é infinito, mas a realidade que ele poderá criar ou influenciar será de igual ou menor tamanho do que a dimensão da consciência que ele tem de si e do mundo.

Vale dizer que quanto mais extensa é a consciência de uma pessoa maior será a sua capacidade de criar realidades abrangentes e sofisticadas.

Um dado importante disponibilizado pelos cientistas é de que o autoconhecimento é determinante para a expansão da consciência e que aprender é a fonte de nutrição para o caminho de expansão.

Mas o aprender tem em si uma dinâmica que soa paradoxal! Para que haja um contínuo processo de expansão é necessário aprender, desaprender e aprender novamente num ciclo sem fim, para que o conhecimento adquirido não se cristalize e se torne um fator de resistência para novas mudanças.

Se você adotou uma cosmovisão para pautar sua vida, isso significa que um processo de cristalização de sua consciência já está em curso, e se você não permitir a entrada de novas ideias, o mundo à sua volta pouco mudará, isto porque você não conseguirá ver o novo que surge e muito menos aceitá-lo em sua vida.

Tenha em mente que a combinação dinâmica de dois aprendizados são fundamentais para a evolução da consciência: aprender com a “escola da vida” onde o autodesenvolvimento se dá através da convivência com a realidade presente e aprender nas “escolas durante a vida” onde se adquire conhecimentos, se desenvolve o intelecto e se ganha maturidade cognitiva.

Antes do meu próximo artigo sobre a continuação deste tema, eu gostaria de propor aos leitores algumas reflexões inspiradas no documentário “Quem Somos Nós”:

  • Você alguma vez sabotou sua própria procura pela verdade?
  • Quais padrões criam a sua realidade?
  • Do que são feitos os pensamentos?
  • É possível mudar sua percepção da realidade sem mudar o tipo de padrão que você usa para criá-la?
  • Qual é o seu estado emocional predominante? Como ele afeta suas percepções?
  • Você consegue ver alguma coisa que exista fora desse estado emocional?
  • O que você está disposto a fazer para perceber alguma coisa nova?

Por Vicente Picarelli, fundador da Picarelli Human Consulting e professor e consultor da Fundação Dom Cabral. É um dos Colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação.