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3 Lições Do Esporte Para As “Quadras Corporativas”

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O nome André Heller (capa) nos remete a recordar de um verdadeiro vencedor. Um dos protagonistas da geração mais vitoriosa do voleibol mundial, o ex-atleta conta o que aprendeu em 24 anos no esporte de alta performance e como algumas questões podem ser reproduzidas nas organizações.

Confira abaixo:

1) O poder da OBSERVAÇÃO

Em vários momentos da nossa vida profissional, deparamo-nos com circunstâncias nas quais somos assombrados pela tentação de desistir. No entanto, é fundamental que saibamos que o propósito é sempre maior do que qualquer atribulação. A ciência já provou que a maneira com a qual observamos determinadas informações, interferem na realidade. Ou seja, nós temos o poder de alterar as circunstâncias por meio da nossa observação.

“Muitas vezes, ouvi de treinadores e técnicos que eu não era capaz de fazer parte de determinada competição ou até mesmo de uma equipe, ou, na ocasião de um jogo, depois de um erro cometido, acabei sendo substituído e fui para o ‘banco de reservas’. Inúmeras vezes passei por isso e não raramente percebi a circunstância como um julgamento negativo, uma desaprovação e até mesmo uma condenação. Em todos os casos, a minha reação inicial resultava em frustração e raiva, responsabilizando o ‘avaliador’ pelo meu fracasso, e, nos primeiros minutos, revelava-se uma vontade de renunciar o meu objetivo”, diz André Heller.

Podemos observar uma dificuldade como motivo para desistir ou desacreditar, porém, por outro lado, podemos considerar que a dificuldade é uma ótima possibilidade de aprendizado. Um fracasso pode ser visto como uma derrota ou ser observado e percebido como uma possibilidade de tentar novamente, agora fortalecido pela experiência anterior. A nossa observação define quais informações são possibilidades, e qual possibilidade será a nossa realidade. 

2) O poder da MOTIVAÇÃO

A motivação pode ser considerada como o primeiro elemento fundamental para a excelência e o fator que nos motiva de forma mais eficaz e duradoura é a paixão. Em qualquer profissão, a paixão deve estar presente, caso contrário, em algum momento, nosso cérebro se cansa e acaba por se acomodar.

Ainda, de acordo com Heller, o fato é que ter paixão pelo que fazemos não pode ser somente um sentimento, mas, sim, uma prática traduzida em ações. O profissional movido pela motivação e paixão coloca em prática algumas ações que alavancam o seu desempenho, entre elas a dedicação, a capacitação e o engajamento, construindo um círculo virtuoso.

É preciso dar especial atenção ao engajamento, pois é com ele que nos conectamos emocionalmente com o nosso propósito, transformando a nossa profissão ou qualquer atividade que realizamos em missão!

3) O poder da ESCOLHA

Dedicação, capacitação e engajamento são componentes fundamentais no processo de alta performance e excelência, contudo, mais do que componentes, são comportamentos, e é imprescindível sabermos que comportamento é escolha, é decisão!

“Quando decidimos por determinado comportamento, o fazemos em detrimento de outros. Tão importante quanto aquilo que escolhemos, é aquilo que deixamos de fazer com a nossa decisão. Quando escolho me dedicar, escolho também não fazer de qualquer maneira. Quando escolho fazer agora, escolho também não procrastinar”, afirma o Campeão Olímpico.

Segundo um estudo do Instituto de Neurociência de Nova Iorque, fazemos milhares de escolhas de comportamento por dia. E a primeira grande escolha que fazemos acontece quando acordamos. Nesse momento, temos o poder de escolher se seremos vítimas das circunstâncias que nos desagradam ou escolhemos ser protagonistas da nossa história. E ser protagonista implica em reconhecer que somos totalmente responsáveis pela nossa jornada.

Foto: Vira Comunicação

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