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3 dicas para as finanças não prolongarem a ressaca do Carnaval

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Fim de Carnaval e, finalmente, não há mais desculpas para que os novos projetos e as promessas de Ano Novo sejam colocados em prática, afinal, agora o ano “começou para valer”. A maior festividade brasileira, inclusive, tende a movimentar R$ 8 bilhões na economia do país em 2020, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

Apesar do faturamento - se efetivamente for confirmado - representar o melhor índice dos últimos seis anos, o que é época de lucro para uns é também período de luta contra as dívidas para outros. De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito, somente em 2018 cerca de 13% dos brasileiros ficaram inadimplentes após o feriado prolongado (que, na verdade, não é bem um feriado e nós falamos sobre isso aqui). 

Já para a folia deste ano, a plataforma ShopFully conduziu uma pesquisa na qual foi estimado que ao menos 62% dos brasileiros pretendiam gastar até R$ 500. E para aqueles que passaram um pouco da conta e gastaram mais do que deveriam na festança, é hora de encarar os fatos e se planejar para lidar com as dívidas. Para isso, o analista financeiro Luis Shibata dá algumas dicas fundamentais:

1 - Deixe o cartão em casa

Por mais que muitos brasileiros já tenham voltado à rotina, o próximo final de semana ainda reserva alguns bloquinhos e atrações espalhados pelo país. Para o “final de ressaca”, a recomendação do especialista é pegar leve nos gastos e começar a economizar e organizar as finanças para o pós-Carnaval. 

“Seja qual for a festividade, a regra é ter em mente quanto pode ser gasto e quanto não. Se empolgar ou se deixar levar pelo momento sempre vai proporcionar algum transtorno. Para esse fim de Carnaval, especialmente para aqueles que já investiram uma certa quantia, mas que ainda vão para os blocos, sugiro que o cartão de crédito sequer levado na carteira ou na bolsa. Leve um valor contado para as despesas essenciais, como o transporte, e nada mais do que você planeja gastar com bebida, adereços, comida e afins.”

2 - Monte uma planilha financeira

“A planilha financeira é um recurso fortemente recomendável e necessário, mas ainda pouco habitual”, comenta Shibata. Segundo o especialista financeira, uma vez que os gastos foram feitos, a importância do controle é ainda maior. “Com o auxílio de uma planilha de finanças você consegue administrar melhor o dinheiro e se organizar para saber o que vai ser economizado, o que vai para as contas e a quantia que terá como lazer alguma atividade de lazer. Para quem extrapolou a saúde financeira no Carnaval, é também um apoio para saber no que será feito algum eventual corte para suprir o gasto”.

3 - Evite o cheque especial

Precisar do cheque especial nunca é uma boa ideia, especialmente se a utilização for frequente. Os juros do mecanismo podem causar um rombo significativo no seu orçamento. Para não precisar apelar para o recurso, o especialista dá algumas alternativas:

Faça cortes: “Se na folia, estando sóbrio ou não, você fez alguma coisa parcelada, comprou algum item caro ou gastou um dinheiro que realmente não poderia ter gasto, esteja preparado para fazer alguns sacrifícios. Avalie o que pode ser cortado até a sua situação financeira se estabilizar. E, sim, isso inclui a Netflix”, pontua.

Procure uma fonte de renda extra: “Se a condição está realmente apertada, se policie para fazer um esforço a mais. Aproveite o tempo livre para fazer trabalhos que gerem alguma renda complementar. Ressalto, especialmente pensando em saúde mental, que não é o ideal usar o tempo livre em prol de trabalho, mas pode ser uma opção viável em períodos de finanças em baixa”, finaliza.