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17 precauções para lidar com o coronavírus no ambiente de trabalho

Coronavírus 23040

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Com a propagação do novo coronavírus tendo alcançado 115 países, 118 mil casos e mais de 4 mil mortes ao redor do planeta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou ontem (11) o surto do Covid-19 como pandemia, status atribuído a doenças que se espalham de continente para continente sendo transmitida de pessoa para pessoa.

Os coronavírus (CoV) integram uma extensa família viral e são conhecidos desde os anos 1960. Provocam doenças respiratórias leves a moderadas e podem ser confundidas com um mero resfriado. É o 2019-nCoV, variação até então pouco conhecida e mais agressiva, que tem alarmado o planeta. O primeiro caso foi registrado próximo ao mercado de frutos do mar em Wuhan, na região central da China. Segundo especialistas, o contágio pode ocorrer ainda na fase incubação do vírus (assintomática), com duração de até 14 dias.

De acordo com o dr. Geraldo Bachega, diretor-médico da RHMED/RHVIDA, os principais sintomas da doença são a dificuldade para respirar, diarreia, febre alta e persistente e tosse. “Em casos mais graves – que alcançam de 15% a 20% dos pacientes – avança para pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave, males que podem levar à morte”, pontua.

Prevenção em ambiente de trabalho

O ambiente corporativo carece de um cuidado a mais por parte dos gestores, independentemente do porte da empresa. Mesmo em meio ao panorama atual da doença, é fundamental que a situação seja encarada sem pânico e com a circulação de informação responsável. 

“Promover palestras com especialistas, intensificar a comunicação interna em torno de medidas de prevenção e observar a importância de cuidados básicos com a saúde são sempre aconselháveis. Quanto mais informados os colaboradores, menos motivos para fake news e medo”, orienta Bachega.

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, alertou para os cuidados a se ter, também, com o uso do termo pandemia. “Pandemia não é uma palavra que deve ser utilizada de forma leviana ou descuidada. É uma palavra que, se mal utilizada, pode causar medo irracional ou aceitação injustificada de que a luta acabou, levando a sofrimento e morte desnecessários”. A classificação pandêmica é baseada no modo como a doença se propaga globalmente e não necessariamente por conta de sua gravidade.

Para auxiliar as empresas a lidar com o panorama do Covid-2019 de maneira mais assertiva, o especialista da RHMED/RHVIDA dá algumas dicas:

  1. Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
  2. Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
  3. Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  4. Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  5. Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  6. Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  7. Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos e garrafas;
  8. Manter os ambientes bem ventilados;
  9. Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  10. Beber bastante líquido e cuidar da alimentação para que não haja queda da imunidade;
  11. Por se tratar de uma variação do coronavírus, ainda não existe vacina ou tratamento específico para a doença. Os procedimentos são adaptados conforme os sintomas de cada paciente.

Referente à procura por auxílio hospitalar, em seu portal, o médico Drauzio Varella reforça que não é preciso perder a calma e pontua as recomendações e pontua as orientações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) que indicam quando o paciente está sob suspeita de portar o novo coronavírus. São elas:

  • Em caso de febre e ao menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais, entre outros) e viagem para país com risco maior de transmissão.
  • Se houver febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório e histórico de contato próximo de caso suspeito para o coronavírus nos últimos 14 dias.
  • Quando houver febre ou pelo menos um sinal ou sintoma respiratório E contato próximo de caso confirmado de coronavírus nos últimos 14 dias.

Em caso de viagens de trabalho, as recomendações da OMS são as seguintes:

  1. Cheque todas as informações referentes à situação do Coronavírus no local que você precisará ir;
  2. Avalie se a viagem é realmente necessária ou se é possível postergar ou conduzir o negócio à distância;
  3. Determinadas condições de saúde, como diabetes e doenças pulmonares ou cardíacas podem aumentar as complicações de uma possível contaminação com o vírus. Avalie se colaboradores com problemas de saúde precisam realmente fazer viagens;
  4. Lave as mãos com frequência e tenha álcool em gel com você;
  5. Tenha em mente quem contatar em caso de infecção pelo novo coronavírus e obedeça as autoridades sanitárias locais;
  6. Se esteve em algum lugar com o surto ativo, dê uma atenção especial aos sintomas que podem aparecer durante um período de 14 dias. É igualmente importante que a empresa monitore o colaborador;

“Agora é o momento para se preparar contra a covid-19. Simples precauções podem fazer uma grande diferença. As ações que sugerimos protegerão os funcionários e até o negócio”, diz a OMS em documento oficial.

Status: Emergência Global

Uma emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC, na sigla em inglês) é uma declaração formal da OMS sobre o risco real à saúde da humanidade mediante a disseminação de uma epidemia. 

O protocolo requer uma resposta internacional rápida e coordenada para evitar que a doença se espalhe. Segundo o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), do qual o Brasil é signatário, os países devem atender às recomendações e práticas publicadas pelo documento de emergência. Governos e autoridades devem organizar e colocar em prática planos de ação para conter a ameaça sanitária. 

As declarações são temporárias e passam por reavaliação a cada três meses. Saiba mais em:  https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus.

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