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Aline Sueth

Especialista em Gestão Corporativa Estratégica, Comportamento e Transformação Organizacional. Diretora de Gente, Gestão e Comunicação da Elfa.

A evolução humana é na verdade uma sequência de grandes eventos desafiadores, sendo alguns, verdadeiras catástrofes. Porém, temos que reconhecer que as dores causadas por esses momentos não anulam os aprendizados adquiridos. Diante da inflexibilidade do(s) problema(s), as únicas alternativas são:

  1. reconhecer os fatos
  2. ressignificar conceitos
  3. desenvolver alternativas

Para adaptar-se as novas circunstâncias e poder progredir.

De fato, a zona de conforto não motiva a evolução, assim com o controle absoluto e a segurança total dos processos e resultados.

Mas por que crescemos mais quando estamos diante de situações desconfortantes e ou quando erramos?

Porque temos muito medo da dor, detestamos a dor, até mais do que gostamos da sensação de prazer.

A pandemia está sendo um verdadeiro desastre. São incalculáveis os sofrimentos individuais e coletivos, físicos e emocionais provocados pelo vírus. Contudo, precisamos pontuar que no víeis da evolução científica, tecnológica, social e até mesmo emocional, colheremos relevantes frutos no futuro.

Talvez seja por isso que se não todos, a grande maioria dos profissionais estão numa corrida frenética para entender quais serão as habilidades necessárias para manter-se competentes diante de desafios complexos e inesperados.

Habilidades cruciais para o profissional 5.0

O profissional 5.0 vem sendo descrito como aquele que interage em plenitude com as máquinas, numa estreita colaboração, quase que com irreconhecíveis limites de onde termina um para começar o outro.

Vislumbrando esse cenário (não muito distante) é que podemos definir um conjunto de habilidades focais para mirar e desenvolver. Porém, precisamos analisar cada uma sempre sob a seguinte perspectiva: essa habilidade pode ser absorvida por uma máquina, uma automação ou um robô? Quando a resposta for sim, está óbvio, não necessita de humanos ali.

Não que seja simples, mas também não é tão complicado concluir que para o papel do humano, estão destinadas cada vez mais as habilidades do tipo soft skill, de artes e as manuais.

Nos estudos e pesquisas recentes, considerando o universo corporativo, nos deparamos com diversas listas, variados conjuntos de 5, de 7, de 10 até de 12 habilidades. Compilo aqui minha lista pessoal e em ordem lógica de importância. Elas se conectam com as mais citadas e consideradas pelos renomados pensadores, sociólogos, administradores e futuristas da atualidade.

Resiliência – A resiliência é a base das habilidades modernas. Antiga na sua existência e essencialíssima na sua contemporaneidade. A resiliência permitirá que diante do “olho do furacão” o profissional não se desespere, não rompa e tão pouco fique apático. A resiliência é irmã gêmea da inteligência emocional, prima da flexibilidade e tia do otimismo.

Criatividade – Se a questão existe, é concreta e não é temporária, a necessidade de achar alternativas surge iminente, convidando o profissional a imaginar para poder inovar e ou inventar novos caminhos que levem para o mesmo ou para outros e melhores resultados.

Adaptabilidade – Um mindset aberto, expansivo, com capacidade para reconsiderar constantemente a forma como as coisas são feitas e tendo energia para agir, não será mais opcional. O mundo está VUCA e essa é a melhor definição para o futuro também: volátil, incerto, complexo e ambíguo. Das 5 habilidades que cito, adaptabilidade está bem no meio e não é por um acaso. Adaptar-se é prerrogativa, será cada vez mais o ponto de inflexão das suas competências. Adaptação não está relacionada a mudar o propósito de algo ou ajustar concepções de moral, ética e valor. A adaptação é considerar que para evoluir podem existem outros caminhos, outros meios e em outras velocidades, mantendo-se firme no propósito e fazendo de maneira correta e sustentável.

Tomada de Decisão – Diante de uma base íntima resiliente, criatividade e um mindset adaptável, ter coragem e foco para decidir e seguir em frente é fundamental. Mesmo quando diante de restritas informações, precisando apoiar-se na experiência e instinto. Por muitas vezes, muitos profissionais sabem o que precisa ser feito e sabem fazer, mas não fazem, não decidem, não agem. Ou seja, não assumem o papel de protagonista, com todos os seus possíveis méritos, mas ônus.

Influência – A Influência é precedida por uma comunicação assertiva. E não está errado concluir que uma comunicação eficaz é totalmente dependente da empatia (preocupação genuína em compreender o outro). Se as habilidades citadas anteriormente são fundamentais para manter-se competente no futuro, essa é a habilidade que fará de você um humano líder de outros humanos. Quem busca destacar-se, assumir responsabilidades mais nobres e crescer na vida pessoal e profissional, não poderá abrir mão de ser “fluente em comunicação engajadora”.

Aline Sueth é palestrante, mentora e diretora de gente e gestão do Grupo Elfa. É uma das colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião da colunista. Foto: Divulgação.


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