Saúde do colaborador importa! Mas o que você pensa quando falamos em saúde?

A valorização da saúde física e mental dos colaboradores é essencial na gestão de pessoas. Estamos em um momento do ano que acarreta uma reflexão muito importante: a saúde.

Mas por quê?

No dia 5 de agosto o Dia Nacional da Saúde tivemos culminância do Mês da Saúde e Setembro Amarelo, dedicado à prevenção ao suicídio já desponta. Essa transição abre um leque amplo de discussão quando alinhamos à gestão de pessoas.

Sobretudo, por estarmos no segundo ano consecutivo lidando com a pandemia é preciso atentar-se às nuances ao redor da saúde. Seguimos em um período de muitas adaptações, isolamento, desafios e perdas. Tais fatores, entre outros, implicam efeitos os quais, a longo prazo, não temos dimensão, mas já estão sendo sentidos.

Uma evidência disso é o topo do ranking brasileiro de afastamentos do trabalho, ocupado pelos transtornos mentais. A concessão de auxílios doença e aposentadorias por invalidez por problemas como depressão e ansiedade cresceu em 26%, a maior alta registrada pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.

Ainda assim há muita gente, inclusive em posições de gerência de colaboradores, que desacredita a importância do cuidado da saúde mental, sendo que essas doenças são catalogadas tanto pela OMS – Organização Mundial da Saúde, quanto pela Justiça do Trabalho.

Há inclusive transtornos comprovados cientificamente que estão ligados à rotina laboral. É o caso da Síndrome de Burnout, que é, por definição, uma doença ocupacional. Ela tem como características o esgotamento profissional, cansaço extremo, insônia, mudanças no apetite, fadiga, entre outros sintomas os quais podem configurar quadros depressivos e clínicos alarmantes quando não tratados.

Por isso, é essencial estar atento ao bem estar físico e mental de todos os colaboradores. Ambas as dimensões da saúde caminham juntas e estão intrínsecas uma à outra. O ditado “Mente sã, corpo são” não existe à toa.

Gestores precisam estar cientes que a saúde de sua equipe deve estar à frente das metas e lucros. Um funcionário sobrecarregado é prejudicial, inclusive, para o rendimento coletivo.

Tanto no ambiente de trabalho, seja ele presencial ou remoto, é vital que cada membro do time não ultrapasse seus limites. A cultura da meritocracia e da valorização do cansaço e dedicação extrema ao âmbito profissional é perigosa e gera diversas consequências.

Horários de expediente precisam ser respeitados, a comunicação precisa envolver empatia e a qualidade de vida dos colaboradores deve ser prioritária. Pessoas não são máquinas, números em uma planilha não compensam uma vida.

Por Leiza Oliveira, CEO da rede Minds Idiomas e mãe de dois filhos. Coordena mais de 70 escolas no Brasil.

 

The employee’s health matters! But what comes to mind when talking about health?

Mental and physical health appreciation is essential in personnel management. We are in a moment of the year that brings about an utterly important reflection: health.

But why so?

In Brazil, August 5th marks The National Day of Health, wrapping the Health Month and Yellow September, dedicated to suicide prevention, is already coming around. That transition opens a wide range of discussion when aligned to personnel management.

Above all, as we are in the second year in a row dealing with the pandemic, being aware of the nuances around health is needed. We still are in a period of many adaptations, isolation, challenges and losses. Those factors, among others, imply effects which, in the long run, we do not have dimension yet, but they are already being felt.

An evidence of that is the top of the Brazilian rank regarding absence of work, which is occupied by mental disorders. The granting of sickness benefits and retirement due to issues such as depression and anxiety grew by 26%, the highest mark registered by the Special Secretariat for Social Security and Labor.

Even so, there are a lot of people, including those in management positions, who discredit the importance of mental health care, even as these diseases are cataloged both by the WHO – World Health Organization, and by the Labor Court.

There are even scientifically proven disorders that are linked to the work routine. This is the case of Burnout Syndrome, which is, by definition, an occupational disease. It is characterized by professional exhaustion, extreme tiredness, insomnia, changes in appetite, fatigue, among other symptoms which can configure alarming depression and clinical conditions when left untreated.

Therefore, it is essential to pay attention to the physical and mental well-being of all employees. Both dimensions of health go together and are intrinsic to each other. The saying “A healthy mind in a healthy body” does not exist for nothing. Managers need to be aware that their team’s health must be ahead of goals and profits. An overworked employee is even harmful to the collective income.

Both in the work environment, whether in person or remotely, it is vital that each team member does not exceed their limits. The culture of meritocracy and the appreciation of tiredness and extreme dedication to the professional sphere is dangerous and generates several consequences.

Working hours must be respected, communication must involve empathy and the well-being of the employees must be a priority. People are not machines, numbers on a spreadsheet are not worth a life.

Saúde do colaborador importa!

 

For Leiza Oliveira, CEO of the chain Minds Idiomas and mother of two. Coordinates more than 70 language schools in Brazil.