Com a pandemia, muita gente adiou as consultas, exames médicos e até mesmo o tratamento com terapeuta ocupacional. Só no Sistema Único de Saúde (SUS), o número de procedimentos de diagnóstico caiu em 20% em 2020.

Mas os resultados não são nada animadores, porque a piora do quadro é quase certa. Quem tinha um caso leve, tende a se tornar moderado; e quem está moderado, possivelmente migrará para o grave.

Para evitar isso, é preciso se conscientizar sobre a segurança dos consultórios e retomar os cuidados com a saúde, pois as perdas com o período prolongado de ausência podem ser irreversíveis. Veja alguns motivos para levar a sério a retomada do seu tratamento:

1) Evite chegar ao ponto de uma cirurgia
Com o adiamento das sessões de terapia ocupacional ou outras terapias necessárias ao cuidado físico, a tendência é a piora do quadro e sobem as chances de você precisar de cirurgia. Cada cirurgia realizada traz, em média, a perda de 30% da força do membro afetado. O melhor é voltar para não acelerar a necessidade de uma intervenção.

2) Lesões neurológicas não podem passar sem a terapia
Para casos graves, a terapia é mandatória, seja em home care ou no consultório do profissional. A maioria, nesses casos, já retomou as sessões, ainda que não venham todos os dias, mas os ganhos são claros.

3) Adiar a terapia exige maior tempo de reabilitação
Além de trazer piora no quadro, a demora em retomar as sessões de cuidados com a saúde pode ocasionar um prolongamento do tempo de reabilitação. Os ganhos anteriores acabam sendo perdidos e será preciso muito mais esforço e investimento para voltar ao ponto em que se parou.

4) Lesões nas mãos com o home office tendem a piorar
Tomando como exemplo a síndrome do Túnel do Carpo, que afeta muitos profissionais que utilizam o computador sem a total ergonomia, no home office ou no escritório, é fundamental o alongamento correto e os devidos estímulos motores. Chega um momento em que a dor é intensa e a pessoa começa a derrubar objetos. Não deixe seu corpo chegar a esse ponto.

Seja na retomada de terapias realizadas antes da pandemia, ou para tratar situações decorrentes desse período, é fundamental cuidar de você mesmo. Não deixe para depois!

Retome a terapia ocupacional com urgência!
Por Syomara Cristina Szmidziuk que atua há 31 anos como terapeuta ocupacional, e tem experiência no tratamento e reabilitação dos membros superiores em pacientes neuromotores. Atua também com bebês, terapia infantil e juvenil, para adultos e terceira idade. Desenvolve trabalho com os métodos RTA e terapia da mão, e possui treinamento em contenção induzida, Perfetti (introdutório), Imagética Motora (básico), Bobath e Baby Course (Bobath avançado), entre outros.