De acordo com o dicionário online de português, Assédio é a insistência inconveniente, persistente e duradoura em relação a alguém, perseguindo, abordando ou cercando essa pessoa.

Sabemos que o tema assédio, qualquer tipo deles, é bem antigo, pois é verificado desde o princípio da história. Creio que podemos até afirmar que este surgiu junto com o trabalho.

Apesar disso, infelizmente, ainda é pouco falado, discutido e tratado. Nas organizações quase chega a ser um tabu falar do tema.

Devido a tal fato, podemos dizer que as políticas organizacionais de tratativa, bem como, de prevenção, ainda são embrionárias e, talvez, raras. Ainda não há conhecimento, transparência e acho que, até mesmo, há falta de interesse.


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O impacto do assédio dentro de uma organização vai muito além da imagem e reputação da empresa. O assédio traz danos à honra, à dignidade, podendo trazer, para quem sofreu o assédio, sérios problemas clínicos e psicológicos.

O tema vem ganhando repercussão na mídia e os diversos tipos de assédio vem ganhando mais espaço.

O que já é um passo para que as organizações e as lideranças entendam a importância e a gravidade dele. No ano passado, mais de 52 mil casos de assédio foram registrados no Brasil e mais de 3000 de assédio sexual, de acordo com a Justiça do Trabalho.

E, ainda assim, afirmo que estes números estão longe da realidade. Segundo uma pesquisa da Mindsight, empresa de software de RH, que envolveu em torno de 11 mil entrevistados em todo país, apenas 6,5% dos funcionários denunciam o assédio moral, e apenas 2,1% denunciam o assédio sexual.

Números que vejo como alarmantes para um tema tão sério.

Então, questiono: Quem cala, realmente consente?

Tristemente vejo que o medo ainda impera nas empresas.

O grande desafio das organizações, perante o assédio, está no enraizamento dessa prática na cultura. A mudança de cultura e o entendimento do tema é o primeiro passo para a mudança.

É de extrema importância que se construa uma cultura de confiança, transparência, que disponibilize informação, bem como, desenvolvam ações preventivas e corretivas.

Lamentavelmente, nem todas as organizações percebem e compreendem a gravidade do problema.

Assediar É ALGO SÉRIO. É subjugar alguém a afrontas repetidas, a situações vexatórias e a humilhação. A vítima se sente incapaz, com medo, envergonhada, constrangida e humilhada.

Essa vulnerabilidade decorrente da humilhação afeta a sua vida pessoal, podendo ocasionar danos irrecuperáveis à sua saúde mental.

Por isso ela precisa se sentir segura para denunciar e saber que não é CULPADA.

Não podemos esquecer que esta prática pode trazer problemas como depressão, ansiedade, distúrbios no sono, dentre outras situações críticas para a vítima.

Mais do que identificar os comportamentos das pessoas, é necessário mudar o contexto em que elas estão inseridas, a cultura da organização. É preciso informar, conscientizar e transformar atitudes.

As organizações têm a possibilidade de agir da forma correta e com a celeridade necessária. Ambiente de confiança, segurança, informação sobre o tema, canais de denúncia, treinamentos para liderança e colaboradores, código de ética, manuais de conduta e o “RH” próximo, capacitado para identificar, detectar rapidamente os casos e solucionar os conflitos.

Essas são algumas ações importantes para combater todos os tipos de assédio no ambiente de trabalho.

Assédio é o oposto de um ambiente saudável e feliz!

Costumo dizer que Felicidade gera lucro.

Uma pesquisa da Harvard Business Review revela que funcionários infelizes produzem até 18% menos quando comparado aos demais. Já um estudo do iOpener Institute mostra que, quando motivados, os colaboradores são capazes de: produzir duas vezes mais, tirar 10 vezes menos licenças e aumentar em cinco vezes o tempo de permanência na mesma empresa.

Se você se sente desconfortável com alguma situação, manifeste seu desconforto! Se você percebe o desconforto do seu colega, ajude-o! Se informe! Denuncie!

O assédio pode vir de várias formas e traz danos irreparáveis!

QUEM CALA NÃO CONSENTE.

Quem cala, realmente consente? a violência no trabalho

 

Por Hellen Rosa Ferreira, Head de Pessoas & Cultura, Diversidade & Inclusão Latam da Schmersal, e Professora de cursos de Pós-graduação do Grupo Ser Educacional (UNINASSAU, UNINABUCO, UNIVERITAS, UNG, UNAMA, UNINORTE).

 

 

Ouça também o PodCast RHPraVocê, episódio 48, “O silêncio do assédio sexual” com Ana Plihal, líder de soluções de Talentos do LinkedIn e Maíra Liquori, diretora de impacto do Think EVA. Clique no app abaixo:

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Capa: Deposithphotos