Recentemente, tive o privilégio de contratar Ronza Abujayyab, uma talentosa engenheira mecatrônica de origem palestina. Ela nasceu em 1993 e cresceu na Faixa de Gaza, no campo de refugiados Al Maghazi. Sua família foi deslocada de suas terras em 1948 durante o evento conhecido como “Nakba” e, desde então, reside na Faixa de Gaza. Ronza completou seus estudos sob condições adversas e, apesar das dificuldades, desenvolveu uma carreira exemplar.

A decisão de contratar refugiados traz inúmeros benefícios tanto para as empresas quanto para a sociedade. Contratar refugiados promove a diversidade e a inclusão no ambiente de trabalho. Profissionais como Ronza trazem perspectivas únicas e valiosas, enriquecendo a cultura organizacional. A diversidade é conhecida por estimular a inovação e a criatividade, aspectos cruciais no mundo dos negócios atuais.

Refugiados são exemplos vivos de resiliência e determinação. Eles superaram adversidades extremas e, ao fazê-lo, desenvolveram habilidades inestimáveis de resolução de problemas e adaptabilidade. Essas qualidades são essenciais para o sucesso em qualquer setor.

Empresas que contratam refugiados demonstram compromisso com a responsabilidade social e os direitos humanos. Isso melhora a imagem corporativa e fortalece a marca perante consumidores, investidores e a sociedade em geral. Segundo pesquisa da Ipsos, há um apoio público significativo para iniciativas que beneficiam refugiados, o que reflete uma tendência crescente de consumidores preferirem empresas socialmente responsáveis.

Refugiados

Muitos refugiados possuem altas qualificações e competências que estão subutilizadas. Ao contratar esses profissionais, as empresas têm acesso a uma gama de talentos altamente qualificados e motivados, prontos para contribuir significativamente para o crescimento organizacional.

Empresas podem também apoiar iniciativas como a HOHR (Hands On Human Rights), uma instituição brasileira sem fins lucrativos especializada em direitos humanos e respostas emergenciais humanitárias. Fundada em 2019, a HOHR atua tanto no Brasil quanto internacionalmente, promovendo a responsabilidade socioambiental e desenvolvendo ações concretas em prol dos direitos humanos. Apoiar organizações como a HOHR não só reforçam os compromissos das empresas com a responsabilidade social, mas também proporcionam uma rede de apoio para os refugiados, facilitando sua integração e desenvolvimento .

Outra iniciativa que vale a pena se engajar é o Pacto Global da ONU, criado em 2000 pelo então secretário das Nações Unidas Kofi Annan. A iniciativa tem o objetivo de engajar as empresas  a alinharem as suas estratégias e operações aos Dez Princípios universais nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção. Quando decidi aderir a assinatura do Pacto, de forma pioneira, sabia que não seria fácil, contudo, ao assumir o compromisso a empresa manda uma mensagem de que é consciente das problemáticas e que está fazendo a sua parte de forma ativa para o futuro do Planeta.

Contratar refugiados não é apenas uma escolha ética, mas também uma estratégia inteligente para as empresas que buscam inovação, resiliência e talentos qualificados. Acredito no potencial transformador dessas contratações e estou orgulhoso de ter Ronza como um exemplo no mercado de trabalho brasileiro. Ao abraçar essa causa, sinto que contribuí para um mundo mais justo e inclusivo, onde todos têm a oportunidade de prosperar.

Por que contratar refugiados na sua empresa?

Por Michel Goya, CEO da OPME Log e Diretor da Associação Brasileira de Startups de Saúde. Michel é um executivo de 37 anos com um amplo histórico de experiências no setor de tecnologia, com parte de sua formação feita no exterior, viveu no Japão durante alguns anos e atuou em grandes empresas de destaque na economia asiática e norte-americana. Piloto de avião de formação, literalmente caiu de paraquedas na área da saúde. Já investiu no setor imobiliário, alimentação e mobilidade, onde participou de M&A e implementou processos e cultura ESG, atualmente está à frente de empresas na área da saúde.

 

Ouça o episódio 143 do RH Pra Você Cast, “Inclusão 50+, bom para o presente e para o futuro (de todos nós)“. Como você se enxerga daqui a cinco ou dez anos? O questionamento, que já deve ter sido feito a muitos de vocês durante algum processo seletivo ao longo da carreira, nem sempre traz consigo uma resposta fácil. Especialmente para um público que, diante de tantos estereótipos e preconceitos, sequer sabe como será o dia de amanhã em sua vida profissional. A cada nova geração que entra no mercado, uma anterior se vê diante do dilema de ficar para trás e ver cada vez menos portas se abrirem.

O panorama, todavia, não só precisa como deve ser mudado. Pesquisas revelam que o tão falado “choque geracional” é extremamente benéfico não só a profissionais de todas as idades, mas também às empresas. E, afinal, se não olharmos para o público 50+ com atenção, como será quando chegar a nossa vez de lutar por espaço com os mais jovens? Para falar sobre as vantagens de mesclar gerações e como desenvolver mecanismos de inclusão, o RH Pra Você Cast traz Mórris Litvak, Fundador e CEO da Maturi. Confira o papo clicando no app abaixo:

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Capa: Depositphotos