Quando a pandemia da COVID-19 foi anunciada pela OMS em 11 de março do ano passado, a maioria das pessoas achou que a quarenta iria durar apenas quinze dias. Lidando com o coronavírus e as questões relacionadas a ele há 18 meses, essa previsão inicial chegou a virar motivo de piada.

Agora, com o avanço gradual da imunização coletiva, esse vislumbre da rotina normal retorna às prospecções dos brasileiros.

Ao longo desse período precisamos nos adaptar ao isolamento social em diversas frentes, uma delas foi a rotina e o ambiente de trabalho. Os departamentos de Recursos Humanos tiveram um papel fundamental não só na transição para o trabalho remoto que ocorreu na maior parte das empresas, mas também na garantia da qualidade da coordenação dos colaboradores mesmo à distância, uma novidade para muitos profissionais.

Desde o desenvolvimento de processos de recrutamento até a resolução de conflitos, os processos de gerência precisaram ser ajustados à esfera virtual.

O que acabou sendo uma surpresa para muitas pessoas, que trabalham em diferentes áreas, foi a identificação com as novas configurações da rotina laboral. Tal desejo, assim como questões financeiras e riscos de contaminação, motivou a implementação de novos regimes de trabalho e gestão de pessoas a longo prazo.

Isso é evidenciado por uma pesquisa conduzida pela Ampro – Associação de Marketing Promocional, a qual revelou que aproximadamente 57% das empresas participantes irão manter a jornada híbrida permanentemente no pós-pandemia.

Além da mudança de expediente, outros tipos de hábitos e processos derivados do período pandêmico precisarão ser reconfigurados. Para isso, será necessário planejamento e avaliar quais são os pontos de destaque – positivos e negativos – a serem implantados na retomada das atividades presenciais.

Ainda que muitos considerem que ainda é cedo para pensar em medidas e procedimentos de recursos humanos, é essencial estar preparado para lidar com a etapa pós-pandemia. Esse pensamento pode estar, inclusive, relacionado à desilusão com a ideia de que a pandemia seria apenas um contratempo passageiro com um fim previsto.

Será um grande diferencial dentro da gestão de pessoas agir de forma já delineada. Evitar mudanças bruscas por meio de um planejamento e ações bem orientadas é positivo não só para os gestores, mas também para todos os envolvidos na equipe. Por isso, treinamentos, comunicação empática e flexibilidade precisam ser prioridade.

Otimismo ou planejamento? A gestão de pessoas no pós-pandemia
Por Alexandre Argenta, presidente da BELTA – Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, há duas décadas. Diretor da Agência de Intercâmbio TravelMate, em toda a equipe, das 50 unidades do Brasil.