É inegável que os formatos de trabalho híbrido e remoto vieram para ficar. Com o avanço da pandemia de Covid-19 em todo mundo e as incertezas acerca da doença, as empresas, gestores e funcionários vivem em constante adaptação neste cenário de crescimento digital e instabilidade financeira.

Entretanto, para além de toda a absorção de metodologias ágeis e softwares de organização de rotina, as companhias devem estar atentas ao bem mais importante da sua relação de trabalho: as pessoas.

Distâncias e telas: o problema

No trabalho remoto, times inteiros são formados por pessoas de diversos lugares do país. Com a perda do contato físico do dia a dia, um problema que já era recorrente no mercado, mas que atualmente surge com uma nova roupagem, é a ineficácia das empresas de entender os sinais de esgotamento e descontentamento dos seus funcionários.

Carga horária pesada, isolamento, sedentarismo e a falta de humanização nas relações de trabalho tornam-se centrais para o surgimento de transtornos mentais, entre eles a Síndrome de Burnout.


 


Segundo uma pesquisa conduzida pela Oracle, cerca de 84% dos brasileiros acreditam que os empregadores precisam de mais ações para proteger a saúde mental dos funcionários.

Além disso, há uma falsa impressão por parte das companhias que cuidar da saúde mental é uma tarefa trabalhosa e cara.

A falta de recursos financeiros foi citada por 50% das empresas quando o assunto era saúde mental em uma pesquisa da Mercer Marsh Benefícios de 2019. Entretanto, segundo a OMS,os efeitos dos problemas relacionados a doenças mentais resultam em um impacto de quase US$ 1 trilhão no PIB global, ou seja, não tratar as questões de saúde mental faz com que as organizações percam dinheiro.

Como melhorar?

Além das ferramentas e softwares necessários para que o trabalho digital seja desenvolvido, é necessário que os empregadores entendam as demandas, necessidades e apostem no desenvolvimento dos seus talentos, focando na saúde física e psicológica.

Levantamento da Gartner Consultoria mostra que 78% dos funcionários têm expectativa de voltar para o trabalho híbrido em breve, durante ou após a pandemia de Covid-19. A justificativa é que mudando de local de trabalho a sua produtividade e engajamento devem apresentar melhores resultados.

É importante compreender que o cuidado com a saúde mental no trabalho remoto também é resultado de diversas circunstâncias, como o funcionário ter um espaço e estação de trabalho adequados, uma divisão familiar e de tarefas domésticas justas.

Uma informação alarmante nesse sentido é a de que diversas pesquisas mostram que as mulheres e mães têm um maior esgotamento devido à divisão desigual do trabalho familiar e doméstico.

Algumas empresas têm optado por implementar soluções importantes que ajudam a proporcionar um ambiente de trabalho saudável, como plataformas de terapia individual ou em grupo, sessões de meditação, desconto em academias e estúdios e grupos de atividades físicas, descontos em atividades culturais etc.

Entretanto, é imprescindível que ocorra uma mudança de postura e estrutura das empresas para que o tema seja colocado como prioridade. Apenas aplicativos não são suficientes.

É preciso educar as equipes para criar um ambiente colaborativo e empático.

Futuro do trabalho: saúde mental e bem-estar no digital
Por Hayane Leotte, Customer Success na ilegra, empresa global de design, inovação e software.

 

 

 

 

Ouça o PodCast RHPraVocê, episódio 90, “Burnout como doença do trabalho: o que muda?” com Marcela Ziliotto, Head de People na Pipo Saúde e José Ricardo Amaro, Diretor de RH da Ticket. Clique no app abaixo:

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