Em 15 de maio é celebrado o Dia Internacional da Família. De acordo com o IBGE, no Brasil, 90% das empresas possuem perfil familiar. Neste caso, ao abordar o convívio familiar no ambiente de negócios, é essencial manter certos comportamentos para garantir um equilíbrio entre as relações parentais e comerciais. 

As empresas familiares em todo o mundo representam 75% do PIB global e empregam 75% da força de trabalho global, elas possuem características únicas, mas, assim como outras empresas, estão frequentemente em busca de transformação e inovação para impulsionar o crescimento. 

A partir do momento em que uma pessoa escolhe um parente para administrar um projeto devido ao grau de confiança, intimidade e à capacidade de ter conversas francas e abertas, é importante levar em consideração que a rotina de trabalho deve permanecer no ambiente profissional, assim como questões pessoais e domésticas devem ser tratadas em casa.

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Trabalhar em família pode resultar no enriquecimento da interação, no comprometimento mútuo, no aumento do compartilhamento de conhecimentos, e no desenvolvimento tanto pessoal quanto profissional. Um estudo intitulado ‘Edelman Trust Barometer 2027: Special Report – Family Business’ analisou a disposição dos participantes em trabalhar para uma empresa familiar, e constatou que 54% deles expressaram preferência por este tipo de sociedade.

E, em algumas ocasiões, manter um convívio saudável sem permitir que os fatores familiares afetem a dinâmica empresarial pode se tornar um desafio. Neste cenário, apresento 3 dicas para equilibrar essas duas áreas importantes da vida: família e trabalho:

  • Estabeleça limites de tempo e espaço: evite que conversas paralelas, como assuntos relacionados à casa e à família, desviem sua atenção do trabalho. Concentre-se em suas tarefas e entregas durante o expediente, reservando um tempo específico para interagir com seus familiares sobre assuntos pessoais, seja durante o café da manhã ou o almoço;
  • Ajuste o nível de intimidade na comunicação: na empresa, é possível que haja outros colaboradores que não façam parte da sua família. É crucial tratar todos com equidade, sem fazer distinção, e seguir a política da empresa e os princípios éticos profissionais;
  • Saiba separar as relações: não permita que problemas familiares interfiram nas questões do trabalho, nem vice-versa. É essencial saber lidar com as emoções e agir da melhor forma possível diante dos colaboradores.

A proximidade entre os membros da família pode facilitar as tarefas diárias e a comunicação, por lidarem com pessoas conhecidas há bastante tempo.

Empresa familiar? Dicas para separar vida pessoal e profissional

Por Jéssica Giustino, Gerente de RH do Cebrac.

 

 

Ouça o episódio 56 do podcast RH Pra Você Cast, “Como as empresas podem acolher a parentalidade?“. O conceito “family friendly” vem, aos poucos, ganhando atenção no ambiente corporativo. Podemos definir essa premissa como organizações preocupadas em promover mudanças a favor do bem-estar das famílias. Se em um passado não tão longínquo assim os colaboradores precisavam deixar a vida pessoal “do lado de fora” dos escritórios, assumindo a sua versão profissional, hoje muitas empresas caminham no sentido contrário para abraçar tanto a versão profissional como a pessoal de seu capital humano. E a pandemia escancarou ainda mais esse cenário. Afinal, muitos pais, sem a opção de escola, precisaram dividir o espaço e o tempo do trabalho com a educação e criação de seus filhos.

E como as organizações podem conduzir essa jornada na criação desses espaços amigáveis? Nesse episódio, o CEO do Grupo TopRH, Daniel Consani, conversou com Camila Antunes, cofundadora da consultoria Filhos no Currículo, que tem como missão transformar as empresas no melhor lugar para pais e mães trabalharem; Nayana Pita, Diretora de RH da Cisco, e Eliane Trinca, Diretora de RH da Volvo Cars. Ambas as empresas têm olhado com muita atenção ao tema. Recentemente, a Volvo Cars criou uma licença parental igualitária de 24 semanas para pais e mães, sem distinção do gênero e de como a criança foi gerada, enquanto a Cisco foi reconhecida pelo ranking da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e do instituto Great Place to Work (GPTW) entre companhias com as com melhores práticas na atenção à primeira infância. Acompanhe o bate-papo:

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Capa: Depositphotos