Encontrar e contratar a pessoa certa para o perfil e necessidade da sua empresa é sempre um desafio. Uma pesquisa realizada pela Robert Half em outubro deste ano indica que depois da pandemia 69% dos empregadores acreditam que encontrar bons profissionais será ainda mais desafiador do que antes desse período.

Além disso, após selecionar o candidato com as competências técnicas e comportamentais alinhadas à empresa, ainda há outro desafio: retê-lo. Para mudar esse cenário, é preciso a implantação de estratégias de retenção de talentos capazes de fazer com que o profissional se sinta em “casa” e não tenha vontade de migrar para a concorrência. Para isso, o employer branding é uma ótima solução.

O que é Employer Branding?

O processo de gestão de uma marca é chamado de “branding“. Nesse caso, a marca tem foco no público externo, para estimular mais compras ou atrair novos clientes, por exemplo. No caso do “employer branding”, o foco está no público interno, ou seja, os colaboradores.

Também chamada de “marca do empregador“, esse conceito surgiu da demanda por talentos mais competentes e especializados e do aumento nas taxas de turnover dentro das organizações. O principal objetivo é transmitir uma imagem atraente da empresa e fazer com que os maiores talentos já existentes queiram continuar trabalhando e que novos prodígios sejam atraídos para esta organização.

De forma lúdica, a marca do empregador representa um grande ímã de pessoas acima da média.

Como aplicar a marca do empregador no expediente?

Para aplicar a técnica, o primeiro passo é pensar em como oferecer mais bem estar para quem está dentro e como chamar a atenção de quem está fora da empresa. Mais do que montar uma marca convincente, para manter os talentos na sua equipe, é necessário que a rotina da empresa também seja focada nos colaboradores e reflita suas necessidades.

Além disso, uma ação de employer branding bem sucedida deve ser criada em conjunto pelos times de RH e marketing. Ambos devem se unir para formular uma marca que seja atraente, verdadeira e capaz de chamar a atenção dos profissionais. Ela pode ser usada tanto para atrair novos colaboradores quanto para reter os que já fazem parte do time.

Transformar empregados em promotores

A principal proposta do employer branding é cuidar de quem já está dentro da empresa e, com isso, atrair novos talentos. Para que essa estratégia funcione, é necessário focar em transformar os atuais empregados em promotores, isto é, pessoas leais que promovam a imagem da empresa como um ambiente favorável para o desenvolvimento pessoal e profissional para seus amigos e familiares.

A forma mais efetiva de trazer essa transformação é por meio do verdadeiro investimento no bem-estar dos talentos. É preciso colocá-los em primeiro lugar, portanto, investir na qualidade de vida de quem já faz parte do time é um ponto muito importante.

Fazer marketing com os funcionários

A ideia central é compartilhar a razão pela qual a empresa é o melhor lugar para trabalhar. Depois de transformar seus colaboradores em promotores, fazer vídeos do ambiente de trabalho, fotos e coletar depoimentos são ótimas opções para serem compartilhadas nas redes sociais e nos sites da empresa.

Construir uma página de carreiras

Em resumo, a página de carreira é um espaço web onde a empresa pode compartilhar informações sobre sua filosofia de atuação (missão, visão e valores), histórias de sucesso dos seus colaboradores, fotos do ambiente de trabalho e vagas de emprego, por exemplo.
Algumas das maiores marcas do mundo têm suas páginas de emprego, pois assim podem divulgar a felicidade dos seus atuais empregados e ainda chamar a atenção de gente talentosa de fora.

Encontrar um propósito grande e transformador

Pensar “se minha empresa não existisse, o que o mundo perderia?” Pode ser o primeiro passo para arquitetar um propósito grande e transformador, bem como inspirador para atração e retenção de verdadeiros talentos. Esse propósito deve ser um motivo pelo qual a sua equipe trabalha com qualidade. Na Pontomais, por exemplo, o propósito é “desenvolver pessoas e transformar histórias”.

Gerenciar a cultura organizacional

A cultura organizacional é algo grande, profundo e por vezes incompreendido. No entanto, empresas capazes de expor sua cultura também conseguem atrair profissionais mais bem alinhados. Por esse motivo, é preciso conhecer e compartilhar o DNA do empreendimento.
Por exemplo, se um profissional entende que a empresa tem uma cultura que valoriza a inovação e ele é inovador, se sentirá motivado. Ou, ainda, se há uma cultura de performance e ele é altamente dedicado, terá mais ânimo para continuar ou se candidatar à vaga.

Qual o papel da alta administração?

Há, por fim, a necessidade de comprometimento da alta administração. Todos os líderes, a partir do CEO, devem entender a marca empregadora como algo importante e que deve ser construído. Se não for assim, é provável que as dicas anteriores não tenham êxito.

Se um superior imediato menospreza seus subordinados, jamais vai conseguir transformá-los em promotores ou arquitetar um ambiente capaz de atrair talentos. Logo, o líder tem um importante papel e deve se comprometer totalmente com o employer branding.

Employer branding: o que é e como aplicar em 2022?

 

Por Silvana Fernandes, Gerente de RH da Pontomais.