Quanto os C-Levels devem ganhar em uma movimentação de carreira?

O aumento salarial é um dos pontos mais observados por muitos profissionais em uma movimentação de carreira. Mas, isso não significa que deva ser o único ponto levado em consideração ao tomar essa escolha – principalmente, em cargos cruciais para o desempenho corporativo, como o C-Level. Existem muitos outros aspectos mais importantes que precisam ser ponderados por esses profissionais.

Em uma análise mais superficial sobre o processo de recrutamento e seleção, as melhores práticas desta categoria profissional direcionam um aumento de 20% a 30% neste aspecto salarial ao considerar por uma nova oportunidade de carreira, segundo estimativas da nossa empresa. Porém, em um olhar mais crítico sobre o tema, este deveria ser o último ponto considerado por um C-Level ao cogitar outra vaga.

Isso porque, além de existir uma imensa variação salarial conforme cada cargo, as chances de sucesso ou insucesso deste executivo em uma empresa dependerão muito mais de sua compatibilidade com a cultura e valores do negócio, assim como outros fatores que influenciam, diretamente, em suas funções diárias. Aqueles que não cogitam esses aspectos, certamente, poderão se deparar com surpresas desagradáveis ao longo de sua trajetória no ambiente corporativo e, consequentemente, se frustrar com a escolha tomada.

Afinal, cada empresa possui seu modo operandis, conforme as metas e estratégias tomadas frente aos objetivos traçados, e todo esse projeto precisa ser “comprado” pelo C-Level ao assinar este contrato. Na prática, isso se traduz em uma análise profunda sobre todos os pontos que influenciarão em suas rotinas, em uma dinâmica que faça sentindo com base em seu perfil e expectativas profissionais.

Pesquisa Infojobs

Listando os aspectos essenciais que devem ser avaliados, podemos destacar:

  • o tipo da governança corporativa, com capital aberto ou fechado, familiar ou profissionalizado;
  • investida de fundos ou não e, caso houver, qual o seu tipo;
  • a visão dos stakeholders perante o futuro da organização, compreendendo quem são, seu histórico de carreira e expectativas;
  • crescimento orgânico da empresa ou se há recorrência de aquisições nesse sentido;
  • além de ocasionais eventos de liquidez via fundo, IPO ou venda.

Essas são apenas algumas das opções de tamanhas outras variações complexas que precisam ser verificadas pelos C-Level ao receberem uma outra oportunidade profissional. E, todas elas pesam, indiscutivelmente, muito mais em uma decisão de carreira do que o salário que será recebido todo mês. O propósito da empresa como um todo, assim com sua estrutura operacional e identificação com os valores promovidos no dia a dia, serão de grande peso para contribuir – ou não – com essa contratação.

No final, um bom projeto de trabalho pautado no dinamismo, foco em alta performance, na valorização de cada um dos membros daquele ambiente e nas contribuições deste profissional para o crescimento da marca, favorecerão não apenas para a construção de um ambiente atrativo e recompensador para estes executivos, como também para sua retenção, satisfação e produtividade, visando a construção de uma marca referência no segmento atuado.

C-Levels: salários em movimento

Por Ricardo Haag, sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.

 

 

Ouça o episódio 164 do podcast RH Pra Você Cast, “C-Levels sob demanda: o modelo “as a service” e seu impacto para os RHs“. Você se depara com o perfil de um CEO no LinkedIn, mas um detalhe se sobressai aos outros: ele é CEO, porém em mais de uma empresa. O C-Level as a Service é a possibilidade de alocação de profissionais da alta liderança (CFOs, CEOs, COOs, CMOs etc) em mais de uma companhia. Esse mercado não é exatamente novo, mas está em crescimento – segundo relatório da empresa de pesquisa Future Market Insights, deve atingir US$ 1,1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) até 2032. Mas quais as particularidades desse modelo? Há barreiras? Como os RHs devem se preparar para contratar e inserir esses executivos? Conversamos com Karina Rehavia, fundadora e CEO da Ollo, sobre tudo isso. Confira clicando abaixo:

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Capa: Depositphotos