A necessidade de diversidade na ciência de dados para os negócios

A diversidade e inclusão nas empresas têm sido fortemente defendidas nos últimos anos, tanto que pode parecer desnecessário justificá-las ainda mais. No entanto, ao enfrentar uma crise global que pode atrapalhar esses avanços, é importante lembrar que, em vez de um “luxo”, a diversidade pode ser a chave para a resiliência nos negócios.

De melhorias na performance até um drástico aumento em inovação, o desenvolvimento de políticas de diversidade e inclusão traz uma série de benefícios inerentes ao resultado final. Uma pesquisa recente da consultoria de gestão global McKinsey mostrou que a diversidade étnica nas empresas aumentou a probabilidade de “desempenho financeiro superior em relação à média da indústria local” em uma média de 36% em 2019.

A diversidade de gênero apresentou um resultado semelhante, com organizações diversas sendo um quarto mais prováveis de superar a média da indústria local.

Com uma ligação clara entre Diversidade e Inclusão (D&I) e o sucesso dos negócios, não é segredo que quanto mais diversificada for a força de trabalho, mais ricos serão os resultados do negócio. Para os líderes que já trabalham para aumentar as métricas de diversidade por meio de práticas de contratação, o melhor primeiro passo já foi dado. Uma cultura totalmente inclusiva é o próximo passo para eles.

Uma em que os líderes engajem e recompensem comportamentos inclusivos identificados em toda a empresa. Essas empresas ganham quando estão abertas a ouvir todas as ideias e dispostas a se engajar na solução de problemas em equipes de todos os níveis de funcionários.

Mas para serem realmente eficazes, essas práticas de diversidade e inclusão precisam atingir todas as áreas de uma organização – do conselho ao nível mais inicial.

A diferença entre o sucesso e o fracasso está no nível de suporte e penetração que essas iniciativas têm em sua empresa. Embora algumas organizações tenham – erroneamente – tentado conduzir suas iniciativas de D&I por meio de um fluxo constante de novos funcionários iniciantes, os esforços devem começar no topo – com novas contratações em posições estratégicas – e então fluir para todos os departamentos e funcionários em todos os níveis.

Como acontece com qualquer outra iniciativa de sucesso em uma companhia, ela precisa de adesão sênior e representantes do mais alto nível do negócio, liderando pelo exemplo e informando sobre métricas de diversidade para criar consciência em toda a empresa.

Embora exista uma forte correlação de ROI entre vincular diversidade e inclusão a quaisquer atividades de negócios, aprimorar as competências, democratizar e transformar funcionários em líderes são metas inexoravelmente correlatas. Quanto maior a qualidade das iniciativas de diversidade e inclusão, melhores perguntas são feitas, podendo ser melhor respondidas e mais descobertas de valor podem ser alcançadas.

O setor de tecnologia está se movendo em um ritmo veloz, e as iniciativas de requalificação, diversidade e inclusão devem operar em conjunto para garantir que os negócios acompanhem esse ritmo. Com dados em toda parte e oferecendo a capacidade de resolver problemas em todo o mundo, apenas 15% dos cientistas de dados do mundo são mulheres. Pesquisadores da Universidade de Columbia descobriram que a falta de diversidade entre os cientistas de dados desempenha um papel nas previsões tendenciosas de um algoritmo.

Precisamos de mais diversidade para chegar às respostas mais rapidamente. A evolução do mercado de ciência e análise de dados cria uma necessidade de que as organizações fomentem culturas orientadas por dados impulsionadas pela colaboração e diversidade, apresentando uma oportunidade para todos os grupos demográficos tradicionalmente sub-representados na força de trabalho de tecnologia de acelerar suas carreiras ao abraçar funções analíticas.

Para os líderes de negócios, isso representa uma oportunidade de olhar para dentro e trabalhar com especialistas com a atitude certa para a solução de problemas, não apenas aptidão técnica, para apoiá-los e aprimorá-los tanto na alfabetização de dados quanto na analítica.

Um negócio desenvolvido com base em pontos de vista múltiplos e diversos está mais preparado para prosperar no ambiente hiperglobalizado de hoje. Eliminar os vieses e buscar um relacionamento igualitário com os colaboradores é um primeiro passo vital para a diversidade e a inclusão. Em última instância, as empresas precisam desenvolver uma cultura que não apenas permita as diferenças, mas as celebre.

A necessidade de diversidade na ciência de dados

Por Marta Clark, Vice-presidente LATAM da Alteryx. É responsável pela estratégia e execução da empresa na América Latina e Caribe. Considerada uma das 50 maiores executivas da América Latina, Marta se especializou em estratégias de lançamento de software e hardware e desenvolvimento de comunidades engajadas na região.

Com mais de 20 anos de carreira em tecnologia, Marta é uma líder reconhecida globalmente, com experiência no desenvolvimento de comunidades de parceiros e expansão de operações para clientes existentes e novos. Antes de ingressar na Alteryx, Marta esteve em cargos de liderança, incluindo a direção das operações da Adobe, Wacom e da Symantec na América Latina.

 

Ouça também o RHPraVocê Cast, episódio 126, “Até o ‘bom dia’ vira reunião: é mesmo tão difícil se adaptar à comunicação assíncrona?”. Será que todos os líderes estão, de fato, preparados para se adaptar a um diferente estilo de comunicação? Há solução para as reuniões em excesso deixarem de ser parte do dia a dia?

Para responder a isso e auxiliar no melhor entendimento sobre a importância da comunicação assíncrona, o RH Pra Você Cast traz a neurocientista Ana Carolina Souza, sócia da Nêmesis, empresa de educação corporativa. Clique no app abaixo:

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