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Marcelo Simonato

Executivo, Escritor, Palestrante, Especialista em Liderança e Gestão de Pessoas. Possui mais de 20 anos de experiência atuando em cargos de liderança.

Nos tempos atuais, percebemos um aumento considerável no número de líderes “fracos” que não tem “pulso firme” para liderar e tomar decisões. Embora a equipe não admita ou não identifique a necessidade de ser guiada e talvez sequer tenha noção da importância de seguir um líder assim, saiba que nada melhor do que poder confiar num líder que sabe o que está fazendo, que guia o grupo com autoridade, ousadia e força.

Carlos Jenezi, especialista em desenvolvimento de produtos na plataforma Brasil Editorial disse: A pior sensação é estar em um barco à deriva em momentos de crise, conflito e situações problemáticas. Ninguém gosta de estar sob a direção de um líder banana. Fato!

Ser um líder de pulso firme, definitivamente está ligado a ter uma amplitude de visão que o faz agir em momentos impetuosos e que exigem uma tomada de decisão rápida e emocionalmente inteligente.

No filme Limite Vertical, com direção de Martin Campbell, no ano de 2000, vimos a incrível aventura de uma equipe de alpinistas liderada por uma jovem que enfrenta condições climáticas adversas ao tentar chegar ao cume do K2, a segunda maior montanha do mundo.

Depois de uma série de desastres, eles acabam ficando presos na montanha, o que força o seu irmão mais velho, que também é um alpinista experiente, a montar uma equipe de emergência e correr contra o tempo para resgatar os sobreviventes.

Todavia, a parte mais impactante, o ápice da trama, se dá muito antes quando estes dois irmãos alpinistas estão com seu pai em uma escalada que acaba de forma trágica. O Pai vendo que a corda que os segurava, estava se rompendo, toma uma decisão muito difícil. Como líder daquele grupo e consciente das consequências, decide cortar a corda para salvar a equipe ao mesmo tempo em que perde a sua própria vida.

Dar a vida pela equipe parece radical. Obviamente que estamos fazendo uma analogia. Mas no universo corporativo, o líder deve agir com firmeza, tomando decisões que talvez, muitos discordem, mas é o que salvará a todos.

O líder firme não é facilmente abalado, conhece sua identidade e não age guiado apenas pelas emoções, mas pela razão também. O líder fortaleza é confiável e transmite segurança a todos ao redor, pois a equipe sabe que ele resolverá qualquer pendência. Eles confiam e até descansam na decisão do líder.

Ser um líder firme poderá soar como prepotência, pois o líder que é firme nem sempre é compreendido pelos demais, principalmente pelos líderes liberais. Geralmente ele é criticado, mas como vimos anteriormente, ele conhece sua identidade, logo, não é influenciado.

Veja bem, já aprendemos a diferença entre autoridade e autoritarismo, por isso, é importante deixar claro que o líder firme não é um jagunço, que “manda e a equipe obedece se tiver juízo”, mas é um líder que enxerga além da visão, por isso sabe quais estratégias e ações aplicar, e a equipe o segue sem questionar, por livre e espontânea vontade. Além disso, ele está aberto as opiniões, mas na hora de agir rapidamente, ele sabe o que fazer por instinto.

Atuando como Executivo em boa parte de minha carreira, uma das queixas comuns sobre os líderes que são bonzinhos demais e abertos a ouvir todos, é que a equipe não sente segurança nele e não o respeita, justamente por não ter atitude e tomada de decisão.

Carlos Jenezi disse também: nada mais angustiante para os liderados que a sensação da nau (barco) à deriva e hesitação na tomada de decisão.

Agir rápido, fazer o que deve ser feito, “doa a quem doer” e liderar com braço forte são as características dos líderes F de Firme Fortaleza.

O dicionário da língua portuguesa afirma que o termo FORTALEZA significa: qualidade ou caráter de forte. Retrata também força moral; firmeza. O líder precisa ser firme.

Cansei de ver diversos líderes, em tempos de problemas se esconderem atrás dos relatórios, desculpas ou buscando outros culpados. Tudo para não tomar decisões, ser firme e efetivo.

Líderes querendo transferir suas responsabilidades a outros, esperando por um anjo salvador que resolvesse tudo em seu lugar. O problema é que um líder que não toma uma decisão, já por si mesmo, tomou uma decisão (a de não agir).

A ideia de “ficar quieto no seu canto até a temperatura baixar” não é uma conduta válida para os líderes de pulso firme.  Portanto, se você tem sido omisso com seus deveres de líder, chegou a hora de “comprar a briga”, em prol de uma mudança significativa e fazer algo que direcione a equipe ao invés de deixá-la a deriva, como vimos.

Pense nisso e faça acontecer!

Por Marcelo Simonato, escritor, palestrante e mentor de Carreiras. É um dos colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação


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