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Finanças prejudicam produtividade das empresas e RH tem papel fundamental para a mudança

A crise financeira tem afetado grande parte das empresas, com a necessidade de redução de gastos que impactam diretamente nos trabalhadores e que, consequentemente, também afetam a produtividade do negócio e proporcionam muitas vezes a desmotivação dos funcionários.

Nessa situação, as áreas de recursos humanos se veem em uma situação complexa, pois, tem que muitas vezes adotar medidas duras, mas não pode permitir que isso reflita no ânimo dos colaboradores. Uma estratégia para se equilibrar nessa situação é a implementação da educação financeira.

Não dá para enganar mais ninguém, os próximos meses ainda serão de grande complexidade para as empresas, que terão que mesclar a necessidade de aumento de produtividade com os problemas financeiros dos trabalhadores. No meu ponto de vista só o conhecimento poderá mudar essa realidade dos funcionários em uma situação tão complexa.

Para embasar essa posição uso dados de uma pesquisa realizada em 2018 pela Unicamp, ABEFIN e o Instituto Axxus, que entrevistou 100 profissionais de RH de empresas de médio e grande porte. Os dados são muito reveladores e mostram que 96% dos profissionais de RH ouvidos acreditam que os colaboradores com mais dificuldades em administrar as próprias finanças são menos produtivos, inclusive têm evidências diretas desse impacto nas empresas.

Além disso, os números comprovam que a ausência da educação financeira tem impactos diretos no absenteísmo e na produtividade dos colaboradores de uma empresa. Uma estratégia para o RH é expandir junto a esses profissionais o debate sobre finanças e forma sustentáveis de lidar com o dinheiro, para que a cultura deste tema tão relevante se torne cada vez mais uma realidade na estrutura das corporações, sentindo os impactos positivos.

O RH e as finanças dos colaboradores

Outro dado interessante apresentado pela pesquisa acima citada é que ela comprova que ações voltadas ao tema geram resultados, sendo que mais da metade das empresas (56%) já realizaram ações voltadas à educação financeira e mesmo essas sendo pontuais. Dessas empresas, 94% perceberam melhorias nos resultados e que os colaboradores superaram as dificuldades financeiras.

É preciso que se tenha em mente que ao implementar a educação financeira de forma estruturada para os colaboradores se pode obter resultados em curto, médio e longo prazo, tendo impactos diretos até mesmo na rentabilidade do negócio, proporcionando um ambiente laboral mais saudável e produtivo.

Assim, uma orientação para as empresas é buscarem projetos estruturados de educação financeira, o que será um grande diferencial para atingir os resultados desejados e melhorar o ambiente de trabalho. Lembrando que mesmo com a retomada da economia o reflexo dessa situação perdurará por anos e os problemas com as finanças já são antigos, mas o profissional de recursos humanos é um dos poucos que possuem condições de mudar essa situação dentro da empresa.

O RH e as finanças dos colaboradores
Por Reinaldo Domingos, PhD em Educação Financeira e está à frente do canal Dinheiro à Vista. Presidente da Abefin – Associação Brasileira de Educadores Financeiros – e da DSOP Educação Financeira. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.


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