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Em momentos de crise, a comunicação ganha ainda mais importância como atividade social, pois é a partir dela que há partilha de conhecimento, estreitamento de relacionamentos e as empresas reforçam as ações, transmitindo credibilidade e segurança. E na pandemia do novo coronavírus, a comunicação empresarial ganhou posição de destaque.

A ida dos funcionários para home office a toque de caixa, ações da iniciativa privada para auxiliar a mitigar os efeitos da crise sanitária e as necessidades de comunicar fatos e feitos também ajudaram na valorização da área. O alinhamento entre as equipes, principalmente, a de Recursos Humanos e a área de Tecnologia da Informação (TI) foi rápido e a comunicação foi fundamental nesse processo, inclusive calibrando expectativas da diretoria frente aos desafios impostos. Outro aspecto de destaque foi o entendimento conjunto e a colaboração entre as áreas.

E nesse contexto, a comunicação das lideranças dentro das organizações teve adaptações e suscitou reflexões. Isso porque as crises, de modo geral, trazem um componente importante em uma área que também está organizada para tratar de gestão de crises e os gestores estão nesse meio. É importante que a estruturação/reestruturação desta área contemple os líderes/gestores, afinal eles também são mediadores da comunicação com os funcionários.

E é inegável que a pandemia pode ser considerada um processo de crise que tem abalado as empresas, as pessoas e, além disso, acabamos tendo muita desinformação. Muitas vezes nos deparamos com a necessidade de combater boatos, prestar atenção nas fake news, e justamente porque as informações se encontram em algum nível de subjetividade, elas têm que ser interpretadas.

E o líder tem esse papel junto aos liderados, fazer com que as informações da organização cheguem com assertividade, de forma rápida e precisa. Esses são os preceitos da comunicação assertiva e afetiva, importante ferramenta que deve ser utilizada, principalmente agora. Combater a agressividade, a rapidez pela rapidez, a informação sem qualidade é primordial. A comunicação exige sensibilidade inclusive sobre a percepção do interlocutor, aspecto muito bem definido pelo consultor de liderança, Simon Sinek, na frase: “Comunicação não é sobre falar o que pensamos. É sobre garantir que os outros compreendam o que queremos dizer”.

Líderes conectados x poder de influência

Os líderes pelo próprio papel que exercem acabam influenciando liderados e públicos de interesse. E gestores conectados que utilizam as redes sociais para informações relevantes são mais respeitados e contribuem efetivamente para a segurança nos negócios. Algumas pesquisas têm mostrado isso, como a realizada pela **Brunswick em 13 países, revelando que a segunda fonte mais buscada pelos leitores para informações de uma empresa é a página do LinkedIn do CEO, perdendo apenas para o site oficial da companhia.

E é justamente por essa razão que há maior necessidade de atenção em relação à curadoria de conteúdo para tais meios. As redes sociais geram exposição para o bem e para o mal e é natural que haja certa confusão entre posicionamentos pessoais e profissionais. Por isso, ter consciência do papel que cada um ocupa em suas instituições é fundamental. Nem sempre essas linhas são divisas claras, o que torna ainda mais essencial uma autocrítica sobre o que divulgar e porque divulgar.

Uma declaração não checada pode gerar muito ruído e a cobrança por coerência será requisitada. Não digo que os líderes não devem se posicionar, pelo contrário, mas é importante ter ciência de quão exponencial pode ser uma declaração em uma rede social pública.

Por fim, a liderança deve ter a consciência que é o elo entre as expectativas dos indivíduos da equipe e os desafios da empresa. Deve também ter em mente quais são os valores da empresa e toda a comunicação tem que estar condizente com a cultura organizacional empresarial. Portanto, o papel do líder e gestor é cultivar no ambiente de trabalho as condições que propiciem uma comunicação assertiva, mas, também, afetiva.

 

Comunicação assertiva e afetiva sob a ótica dos líderes

 

 

Por Maurício Pedro, gerente do atendimento corporativo do Senac São Paulo.

 


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